terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Agradecimentos ao turista



É sem dúvida nenhuma com uma imensa satisfação que se encontra a cidade de Patos, depois dos últimos acontecimentos. Muito gratificante saber que ocupamos o 5º lugar em uma disputa mais que acirrada onde se avalia a quantidade dos gastos em diárias por parte dos vereadores.

Mas é claro que em uma competição como esta, nós não ficaríamos de fora. Ora afinal, este resultado nos implica uma confirmação: além dos dotes cômicos e grotescos, também somos destaque na área da contabilidade, quanto orgulho não?!

Uma ressalva especial para o maior colaborador de tudo isto, o ilustríssimo presidente da Casa Juvenal Lúcio de Sousa, o vereador Marcos Eduardo, que conseguiu a proeza de contabilizar o incrível valor de 9,8 mil reais. Motivo: uma reunião na casa de Peter Pan, na Terra do Nunca ( local não foi informado, o que se sabe é que foram cinco diárias).

Acho que num grau de proximidade com o povo, os vereadores se encontram mais próximos, até porque sāo muitos e de vez em quando surgem projetos para aumentar o número deles. Por isso que eu sou contra, um turista já faz estrago suficiente nos cofres públicos, se a moda pega e passa a existir excursões, vai ficar bem mais complicado!

Realmente, é de uma felicidade imensa saber a maneira que está sendo levada a política patoense pelos líderes do povo. Trabalha povo de Patos, trabalha mesmo, porque do jeito que vai, tem que por pra trabalhar o corpo, a alma e o bolso!

sábado, 21 de janeiro de 2012

O choque de realidade no País Das Maravilhas ( ou nāo)

A abertura do Jornal do SBT do dia 19.01.2012 jamais será esquecida. O jornalista Carlos Nascimento, proferiu em 33 intensos segundos, as maiores verdades que o povo brasileiro já ouvira. 

Neste intervalo de tempo ele conseguiu abalar um país que, mesmo com boa parte dormindo, pôde sentir no dia seguinte a repercussāo via web. 




Aquilo que antes nos abalava, já nāo nos incomoda mais. Antes, o que chocava o nosso país eram notícias fortes de cunho político, violento e de repente o que se viu, foi o país parar em volta de alguém que era ninguém a poucos dias atrás e de uma simulaçāo de estupro.

Enquanto Luíza voltava do Canadá, tinha e tem gente passando fome em nosso país, tinha e tem gente querendo nāo voltar do Canadá, mas voltar pra sua cidade-natal, tinha e tem gente doente, tinha e tem gente com fome.

Enquanto a brincadeira do estupro no BBB rolava e rola solta, tinha e tem gente sendo estuprada DE VERDADE DIARIAMENTE, e nāo debaixo do edredom de uma casa de luxo e sim, embaixo de seu próprio teto ou nas redondezas de suas casas, muitas vezes até na frente de seus filhos. 

Fácil mesmo é falar isso agora, depois que o Carlos já falou, eu admito. Mas diante da declaraçāo de Carlos Nascimento, me surgiu uma observaçāo: como é importante a inserçāo do gênero opinativo com o informativo dentro do jornalismo. E isso  ainda é muito escasso hoje em dia. O SBT vem até apostando nesse estilo, o que é louvável, porque eu particularmente acho que, pra se exercer de fato a práxis jornalística é necessário bem mais do que um "MANUAL", é necessário amor a profissāo e amor a sociedade em que se está inserido. 

Carlos Nascimento soube fazer isto, porque enquanto toda a mídia brincava e continua brincando de "maria vai com as outras", ele expôs aquilo que de fato a sociedade precisava ouvir, principalmente nós, os paraibanos que tanto sofremos xenofobismo Brasil a fora, e agora levantando modinhas tāo fúteis pelo país ( e digo logo, até eu fui na onda, sou humilde o bastante pra reconhecer).
Ser jornalista é fazer-se a voz do povo, bem como alerta-lo. Ainda que todo esse povo esteja cego, o bom jornalista vai contra a maré e de encontro a sensatez!